DURRELL

Em 2014, o ator britânico Henry Cavill se tornou embaixador da Durrell Wildlife Conservation Trust, uma causa muito especial para ele.

História

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A história dessa organização conservacionista vem do amor de seu fundador Gerald Durrell, pelos animais.

Durrell, nascido na Índia em 1925, era filho de um engenheiro britânico. Teve seu primeiro contato com um zoológico na Índia, em sua infância, e dali nasceu sua paixão por animais.

A família se mudou para a Inglaterra após a morte de seu pai e, quando adulto, Durrell estudou na  Sociedade Zoológica de Whipsnade Park de Londres, para ganhar experiência com uma ampla variedade de animais.

Em 1939, com a Segunda Guerra Mundial conseguiu com dificuldades arrumar um emprego como ajudante em uma loja de aquários e animais de estimação.

Em 1947 fez sua primeira expedição, em Camarões, para estudar a fauna.

Como a preocupação de Durrell sempre foi garantir que os animais fossem protegidos e não caçá-los para venda a colecionadores ou locais de pura exibição, ele enfrentou dificuldades financeiras. Assim, começou a escrever relatos de suas viagens e livros para patrocinar expedições futuras.

 

Durrell não concordava com a forma como os zoológicos da época trabalhavam, ele acreditava que deveriam agir como reservas e regeneradores das espécies ameaçadas de extinção, e não como um “valor show”. Em 1957 a sua terceira expedição para Camarões, foi, principalmente, para coletar animais que formariam a base de seu próprio jardim zoológico. Essa expedição foi filmada e teve muito sucesso, sendo exibida pela BBC Natural History, o que gerou fundos importantes para os projetos de conservação de Durrell.

Durrell, fundou o Parque Zoológico de Jersey (hoje Durrell Wildlife Park) em 1958, com sua coleção de animais. No mesmo ano ele realizou sua segunda expedição para a América do Sul, para coletar mais espécies ameaçadas de extinção e o zoológico foi aberto ao público em 26 de março de 1959.

Durrell Wildlife Park foi pioneiro em abrigar espécies apenas em via de extinção para reprodução em cativeiro. Por isso inicialmente enfrentou forte oposição e críticas por parte de alguns membros da comunidade de Zoos – quando ele introduziu a ideia de criação em cativeiro – e só foi inocentado após o acasalamento com sucesso de uma grande variedade de espécies.

Durrell faleceu em 1995, mas sua esposa Lee McGeorge Durrell, segue a frente de seus projetos.

O Embaixador Henry Cavill

Foi esse ambiente de conservação e cuidado com as espécies – o Durrell Wildlife Park – que Henry foi visitar muitas vezes em sua infância, na sua terra natal Jersey: “Eu costumava vir aqui com tanta frequência. Lembro-me de brincar aqui com o meu irmão. Perto da área do gorila, é uma memória especial”, declara Cavill.

Em setembro de 2014, Cavill tornou-se embaixador da Durrell e desde então, quer aproveitar a visibilidade que sua carreira trouxe para divulgar a ONG, ele disse “Estou aqui para aumentar a consciência do esforço de conservação Durrell em todo o mundo. Este é um lugar que está muito perto de meu coração, eu costumava vir aqui como um menino, e agora que eu posso ajudar a aumentar a conscientização sobre Durrell nas pessoas, eu pensei que eu deveria fazer um esforço”. Lee Durrell já declarou que:

Para divulgar ainda mais o trabalho da Durrell Henry criou a Cavill Conservation, uma organização para arrecadar valores que são repassados a todos os projetos da Durrell pelo mundo.

Se você se preocupa com a extinção, ama animais e sabe que proteger o planeta é importante, então nós temos tudo isso em comum”. HC

Além de valores arrecadados na loja virtual, com a venda de uma linha de vestuário e acessórios de muita qualidade, há também as campanhas de adoção a família gorila e muitas outras, das quais Henry, como primeiro embaixador da Durrell, apóia e reforça.

Saiba mais sobre a #CavillConservation e suas campanhas aqui:

Academia Durrell

Reconhecida por seus trabalhos com a preservação de várias espécies em extinção, a Durrell Academy Conservation, fica numa estrutura ao lado do Wildlife Park, (anteriormente conhecido como Jersey Zoo), em Jersey, terra natal de Henry.

O parque em Jersey abriga mais de 130 espécies, incluindo algumas das mais ameaçadas do mundo. A Academia criada em 1979, tem a intenção de desenvolver um programa especial de treinamento e recuperação de espécies ameaçadas.

Com mais de 4.100 conservacionistas treinados, a organização desenvolve cursos em sua sede, mas também faz parcerias com outros centros de pesquisas, universidades e zoológicos no mundo. Atualmente em 141 países, incluindo o Brasil. Segundo o site da Durrell “Os participantes são expostos às realidades de espécies ameaçadas de extinção e projetos de recuperação de habitat através de palestras, seminários, atividades e habilidades para resolver problemas com treinamento direto de nosso pessoal de campo”.

Nesse ambiente acadêmico, nasceu uma parceria com o Instituto IPE (Instituto de Pesquisas, Ecológicas), um dos mais reconhecidos centros de pesquisa de conservação do Brasil. “Um dos primeiros formandos da Academia Durrell configurou uma ONG, denominada IPE no Brasil. As pessoas que tinham perdido seus meios de subsistência (com o desmatamento), começaram a trabalhar nos viveiros que foram crescendo as mudas de árvores”, afirma Sara Nugent, que se dedica de Jersey para a floresta brasileira. Por mais de 12 anos, Sarah e Dom Wormell (chefe do departamento de mamíferos do Durrell Wildlife Park), vem recolhendo latas para reciclagem, que revertem numa grande ajuda para o mico-leão-preto da floresta tropical do Brasil.

Conheça mais dos cursos e projetos da Durrell no site, em inglês: www.durrell.org/training/

Parceria com o Instituto IPE no Brasil

Atuando no Pontal do Paranapanema – extremo oeste do estado de São Paulo – o intuito é garantir a preservação do mico-leão-preto – uma das 4 espécies de mico que só existe na Mata Atlântica de interiores do Brasil – e o desenvolvimento de espécies ameaçadas da região, como a onça pintada e a jaguatirica – entre outras – com a restauração de habitat “construindo” um corredor de árvores frutíferas e nativas da região.

Na década de 50, quando a região começou a ser ocupada após a construção do Ramal de Dourados da estrada de ferro sorocabana, a cobertura florestal era de 85%. Hoje a realidade é inversa, somente há 16% de cobertura florestal, e o restante da região é composto por áreas agrícolas, (principalmente cana-de-açúcar), passagens e áreas urbanas.

Dentre as áreas protegidas, está a Estação Ecológica do Mico-Leão-Preto, que soma 6.600 hectares divididos em 4 partes de Mata Atlântica. Os pesquisadores seguem os micos em seu habitat para acompanhar seus hábitos, sua evolução, e fazem periodicamente coletas de sangue e pelos, para verificar a saúde e grau de parentesco dos animais.

O “Mapa dos Sonhos”, são as áreas prioritárias de reflorestamento para que essas 4 partes da estação ecológica se unam. Nem sempre é possível interligar os pontos com os corredores em linha reta, mas os moradores da região colaboram plantando mudas de árvores em seus quintais. O IPE fornece as mudas que a comunidade aprendeu a produzir – numa média de 25 mil mudas por mês – e distribui para a população. Hoje o projeto beneficia aproximadamente 700 famílias locais.

Da Durrell, vem a contribuição para a produção dessas mudas. Num programa que faz coleta de latas para reciclagem em Jersey, o montante arrecadado lá é revertido em mudas para o plantio aqui. Além disso com o Durrell Wildlife Conservation Trust e suas campanhas,  que tem o apoio e participação de Henry, os valores arrecadados são revertidos para esse e vários outros projetos da Durrell em parcerias por todo o mundo.

Segundo Sara Nugent, “Para cada 50 latas recolhidas aqui em Jersey, Durrell plantou uma árvore. Mais de 80.000 árvores foram plantadas ao longo da última década. Agora, isso é mais do que apenas um número – é uma tábua de salvação que está ajudando a salvar mico-leão-preto da extinção”.

Desde 2002 foram plantadas no total 1,4 milhão de árvores, que até hoje são monitoradas pelo instituto, dessas 45 mil foram doadas pela Durrell com o acompanhamento do pesquisador Dr. Laury Cullen Jr.

Com isso a área no Paranapanema – aos poucos – se recompõe e com ela o equilíbrio do ecossistema também.

Muitas pessoas não sabem que a participação nas campanhas e as doações para a Durrell, acabam ajudando projetos tão próximos.

Henry Cavill tem muita admiração pela seriedade de todos os projetos da Durrell, e afirma sempre que é uma honra usar a popularidade que sua carreira proporciona, para divulgar e angariar fundos para essas causas.

Para conhecer:

Projeto de Sara Nugent – que recolhe latas em Jersey, veja artigo completo AQUI.

Projeto dos Corredores – assista ao vídeo do IPE, AQUI.

Sobre a parceria com o IPE, você pode ver mais detalhes neste link, em inglês, AQUI.

Ou acesse o site do Instituto IPE:  www.ipe.org.br

Desafio na Floresta Brasileira

Outro momento que uniu Jersey e Brasil em prol das causas conservacionistas da Durrell, foi a Jungle Marathon – A Maratona da Floresta – que teve sua 11ª edição realizada no Brasil, na Floresta Nacional do Tapajós, Pará, de 1º a 10 de outubro de 2015.

A Jungle Marathon (JM) é a maratona mais selvagem, considerada por alguns a mais difícil do mundo. Ela reúne participantes de várias idades e de todas as partes do mundo. Em 2015, tivemos a participação de dois atletas de Jersey, Pete Wright e Steve Hayes. A intenção deles, além de testar seus limites nessa jornada, foi arrecadar fundos para a Durrell Wildlife Trust, organização que apoia projetos de preservação de espécies em extinção pelo mundo.

Antes de Pete e Steve embarcarem para o Brasil, eles se encontraram em Jersey com o embaixador da Durrell, o ator britânico Henry Cavill, que ficou impressionado com a preparação e força de vontade dos atletas. O encontro foi registrado num vídeo, onde Cavill desejava boa sorte aos conterrâneos na maratona e reforçava seu apoio aos competidores.

Pete, de Jersey, declarou antes da prova, para a Durrell: “Ao longo dos últimos dois anos, eu me tornei muito atraído pela corrida de aventura e venho me desafiando física e mentalmente, em terrenos variados e desafiadores, em climas diferentes e até hostis. Durante os últimos anos, eu já concluí com êxito várias grandes maratonas e corridas à distância, de vários estágios, e estas têm sido experiências fantásticas e edificantes. Eu estava buscando o desafio pessoal no final, e é isso que me inspirou para entrar na Maratona na Floresta. Correr me dá uma sensação de liberdade, que me permite forçar meus limites e me dá a oportunidade de explorar novos territórios e conhecer novas pessoas interessantes. Há uma forte ética para a consciência ambiental na comunidade da Corrida de Aventura, e isso tem contribuído mais para a experiência positiva”.

Seu amigo Steve, já sonhava com o Brasil: “A Amazônia tem sido um destino dos sonhos para mim e meu falecido pai por muitos anos, e eu sou tão grato de poder mergulhar nos mais inóspitos e fascinantes ambientes. Como um amante dos animais, entusiasta dos animais selvagens e visitante/membro regular da Durrell, a vida selvagem tem sido de um forte apelo para mim e estou ansioso para ver o máximo possível e sentir toda essa atmosfera durante todo o evento”.

Em entrevista exclusiva, concedida ao PHCBR após o evento Pete declarou que “Foi uma experiência fantástica para nós, mas ao mesmo tempo foi o maior desafio que enfrentamos. O terreno era horrível, com raízes escondidas e buracos a cada curva”, revela Wright.

Temperaturas superiores a 40°C e umidade a 99% foram grandes desafios para Pete. Contudo, após o terceiro dia, o tornozelo tornou-se um grande problema. Após uma queda, ele teve uma torção que danificou dois tendões. A lesão não foi suficiente para impactar sua determinação e tirá-lo da prova. “Eu estava determinado em concluir o percurso e assim o fiz”.

Já Steve conseguiu se adaptar melhor ao clima, o que ajudou em seu desempenho na prova, principalmente na etapa mais longa. Pete revela que “em um determinado momento, ele teve que atravessar um rio no escuro e ele apenas enxergava os olhos dos jacarés na superfície da água”. Não é à toa que Steve está entre os 10 primeiros que concluíram a maratona.

“Nós amamos o Brasil. É um país muito belo, com pessoas bonitas e acolhedoras”, comenta Pete.

Na época da corrida, ambos criaram uma página que arrecadou em doações o valor de £ 1,756.95 – repassadas a Durrell Conservation Wildlife Trust – pois os atletas admiram e reconhecem o trabalho sério da organização.

Pete cruzou a linha de chegada às 13:23h (tempo de maratona 76:17:00) garantindo o 22° lugar e Steve chegou às 12:54h (tempo de maratona 58:17:00), em 9° lugar.

Para ver a reportagem especial do PHCBR sobre a Jungle Marathon clique AQUI.

 

Eventos Especiais

Dentre várias ações que a Durrell organiza para aproximar a população do trabalho de conservação com as espécies, alguns eventos acontecem para arrecadar fundos para os projetos ambientais.

O mais recente Desafio Durrell (Durrell Challenge) aconteceu em 15 de maio de 2016, e começou com uma corrida de 13 km do centro de Jersey que terminou dentro do Durrell Wildlife Park. Com 325 participantes, que finalizaram a prova em 02h18. Foi só o começo do dia que teve música, atividades para crianças, o sorteio do primeiro carro de Henry, (que foi doado para o evento), e um coquetel com a presença de Cavill.

Henry – cruzou a linha de chegada na 179° posição do dia – fez um tempo de corrida de 01h16, e disse que não contava com tantas ladeiras. O ator declarou em entrevista para a Durrell, que seu treino para Superman inclui exercícios para ganhar massa, mas não corrida, e que apesar do tempo mediano que conquistou na prova, sabe que precisa melhorar.

Como embaixador da Durrell, Cavill divulgou o evento para conseguir arrecadar o máximo possível de doações para os projetos conservacionistas da Durrell, e também doou seu primeiro carro para sorteio no dia do evento. A sortuda, contemplada com o carro, foi Grace que em seu perfil do IG (@gracelemas), agradeceu Henry não só pelo carro, mas por dedicar seu tempo à Durrell.

Henry  ultrapassou sua meta de doações para a Durrell – através do site Just Giving – que era de ₤ 2.000 e arrecadou o total de ₤ 3,466.22. Marco importante para Cavill, que admira e respeita o trabalho sério que começou com Gerald Durrell – fundador da organização que leva seu nome – e declara que é importante mantermos esse legado.

Veja a galeria de fotos e vídeos do evento AQUI.

The Durrells e o novo embaixador Milo Parker

Henry Cavill não está mais sozinho em sua missão como embaixador da Durrell Conservation. Com o lançamento da série de TV The Durrells, do canal ITV1, o pequeno e talentoso intérprete de Gerald (Gerry) Durrell na série – Milo Parker – dividirá com ele o posto de embaixador e ajudará a promover os projetos da Durrell para o mundo.

A série que estreou em 3 de abril de 2016, é baseada em três livros autobiográficos de Gerald Durrell. Ela mostra os fatos da família entre os anos de 1935 e 1939, quando a mãe de Gerry – Louisa Durrell – resolveu se mudar de Bournemouth, (uma cidade turística ao sul da Ingaterra), para a ilha grega de Corfu com seus 4 filhos. Pouco tempo após perder seu marido e motivada pela dificuldade financeira que se abateu sobre a família, Louisa foi tentar a vida no meio de um paraíso terrestre, embora ele não tivesse energia elétrica disponível na época.

Com muito respeito e carinho pela vida selvagem, Durrell deixou um legado que continua a proteger a natureza em todo o mundo, e é esse trabalho que os embaixadores Milo Parker e Henry Cavill apoiam e divulgam.

Assista o trailler de The Durrells AQUI.

Nós respeitamos e apoiamos o trabalho da Durrell Conservation.

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