Durrell apóia projeto do IPÊ-Instituto de Pesquisas Ecológicas no Brasil

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A Durrell Wildlife Conservation, instituição da Ilha de Jersey, no Reino Unido, da qual Henry Cavill é embaixador, apoiou projetos ambientais também no Brasil. Um deles é do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológica, um dos maiores e mais tradicionais centros de excelência em pesquisa e conservacionismo no Brasil. A instituição brasileira recebeu o suporte da Durrell para o projeto de formação dos corredores ecológicos na Mata Atlântica, por meio do projeto “Cans for Corridors”. São mais de 12 anos de projeto, com um indicador muito positivo a comemorar: mais de 1,4 milhão de árvores plantadas – 45 mil delas doação da Durrell, informa a assessoria do IPÊ por meio de um texto distribuído por eles para a imprensa e que estamos reproduzindo na íntegra aqui.
 
Com o projeto, foi formado um grande corredor florestal de 700 hectares que une as duas principais Unidades de Conservação do bioma no Pontal do Paranapanema (extremo oeste do Estado de São Paulo), a Estação Ecológica Mico Leão Preto (ESEC-MLP) e o Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD). No total, 1,4 milhão de árvores foi plantado e agora são monitoradas pelo Instituto.
 

O trabalho para a formação de corredores foi iniciado em 2002, com a coordenação do pesquisador Dr. Laury Cullen Jr.. O objetivo do trabalho é conservar a biodiversidade da Mata Atlântica por meio da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) de propriedades rurais. Com o projeto, pretende-se reconstruir a paisagem de uma região bastante conhecida pela disputa por posse de terras e pela degradação de sua área verde, hoje resumida em “manchas de floresta”, que abrigam espécies ameaçadas como o mico-leão preto, a onça pintada, a jaguatirica, entre outras.

 

O IPÊ nasceu a partir das pesquisas para preservação do mico-leão preto, que só existe no Estado de São Paulo.

 

“Um dos problemas para a sobrevivência dessas espécies é justamente a perda de hábitat e o corredor é uma das formas de suprir essa necessidade de deslocamento entre as UCs, tanto para alimentação, como para reprodução dos animais”, explica Laury Cullen Jr.
 
O corredor reconecta a porção sul do PEMD (37 mil hectares) com um dos quatro fragmentos da ESEC-MLP (que tem o total de 7 mil hectares). A mata passa por dentro da Fazenda Rosanela localizada entre as duas Unidades de Conservação. A área plantada fazia parte de um passivo ambiental da propriedade, de acordo com o código florestal vigente.
 
Para escolher as áreas estratégicas para plantio, o IPÊ segue o seu “Mapa dos Sonhos”, um estudo elaborado por seus pesquisadores para identificar as áreas prioritárias para a restauração florestal, significativas para a biodiversidade e que, por isso, precisam ser reconectadas. O próximo desafio agora é fazer um novo corredor, na porção norte do PEMD, plantando 5 mil hectares de floresta, em APPs e RLs de 11 grandes propriedades.

“Precisamos do apoio dos proprietários dessas terras para isso acontecer. O benefício é para todos os envolvidos já que os grandes produtores adequam a sua área de acordo com a lei, o que traz vantagens principalmente econômicas a eles; comunidades locais ganham vendendo as mudas de seus viveiros e a floresta se restabelece junto com todos os serviços ambientais que todos os seres humanos necessitam”, completa Cullen.

 
Além da Durrell, o plantio do corredor foi realizado com apoio de editais da Petrobras e BNDES, e de empresas nacionais como Natura, CESP, Duke Energy, ao longo de mais de uma década de trabalho. O projeto possui também um trabalho de envolvimento comunitário, com capacitação de médios e pequenos proprietários em agroecologia, educação ambiental, e desenvolvimento de viveiros comunitários, muitos deles fornecedores de mudas para os plantios.
Mais informações também no site da Durrell (em inglês).

 

(Fotos e release da Assessoria de comunicação – IPÊ, a quem agradecemos a atenção.)

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