ENTREVISTA TRADUZIDA | Henry Cavill para a GQ Alemanha de Janeiro

O ator britânico fala sobre suas paixões e seu longo caminho para se tornar o Superman de Hollywood.

Não demorou muito tempo a desenvolver uma carreira em Hollywood, conta o britânico, que elegemos em Berlin, alguns meses atrás, como um dos “Homens do Ano” da Revista GQ. Apenas uma coincidência me lançou aos topos das superestrelas. Uma coincidência? Difícil de acreditar. O herói de sucesso de bilheteria de 35 anos de idade (Homem de Aço, Missão Impossível – Efeito Fallout) é realmente muito disciplinado e cuidadoso para deixar qualquer coisa ao acaso. Prova A: a parte superior do seu corpo perfeitamente treinado – o que certamente é uma das razões dos incríveis 6,8 milhões seguidores no Instagram. Na entrevista a GQ, Henry “Superman” Cavill revela seus prazeres favoritos, o seu companheiro mais apegado e com o que ele prefere gastar dinheiro.

 

 

Senhor Cavill, no verão passado você foi manchete com “Missão Impossível – Efeito Fallout”, graças ao seu bigode. Você sente falta disso às vezes?

O bigode teve seu tempo. Talvez ele retorne algum dia, mas vai demorar um pouco.

Houve reações entusiasmadas na internet sobre sua aparência. Ou você não está acompanhando o que está escrito na internet sobre você?

Eu faço um esforço para ler os comentários abaixo dos meus posts. Também estudo páginas de fãs e filmes para ver como está o clima. Tento ter uma noção de como o meu trabalho é percebido, ao mesmo tempo em que não quero atribuir muita importância aos comentários online.

Você às vezes acha as redes sociais uma perda de tempo?

Contanto que você tente usar a Internet de forma construtiva, realmente não acho que você desperdice seu tempo lá. No entanto não posso negar que de vez em quando, acidentalmente claro, fico preso nesse turbilhão de curiosidade mórbida que às vezes pode te pegar online.

Seu cachorro Kal também está bastante presente no seu feed do Instagram. Você sempre foi uma pessoa apegada a cachorros?

Acho que sim. Porque cresci com cachorros. Mas Kal é algo especial, já passamos por tantas coisas juntos. Ele é uma das poucas coisas constantes na minha vida, então ele aparece no meu feed do Instagram de novo e de novo.

Henry Cavill & Kal

Você o leva para o trabalho?

Kal me acompanha a todos os lugares. Exceto quando estou viajando apenas por alguns dias ou viajando para um país onde ele teria primeiro que ir para a quarentena. Nós raramente estamos separados. Se eu ouvir uma batida na porta sem o latido imediato do Kal, sinto falta de alguma coisa.

Além do cachorro, há algo que você sempre leva com você?

Eu tenho um relógio da Jaeger-LeCoultre que se adapta a todas as ocasiões. Exceto no ginásio ou na frente da câmera, quase nunca o largo.

Por que a preferência por um relógio de pulso clássico?

É engraçado, na verdade sou um grande fã de dispositivos de alta tecnologia. Eu amo o meu computador e todas as tecnologias fantásticas que existem hoje. No entanto, devo confessar que, apesar da minha fascinação, não tenho ideia da ciência por trás dessa técnica, por exemplo, como as informações se tornam números uns e zeros e se movem entre diferentes dispositivos. Portanto, um relógio de pulso mecânico é algo maravilhoso. Precisa de tanta habilidade para construir um item tão pequeno. Se eu desmontasse o relógio, eu poderia ver todas as engrenagens e parafusos mecânicos e um dia entender como funciona tudo. Um dispositivo mecânico é algo reconfortante para mim.

Você consegue entender se alguém está contente em usar o telefone como relógio?

Pessoalmente, gosto da sensação de usar um relógio de pulso. Além disso, para usar o Smartphone para isso é complicado. Na hora que você o retira do bolso para verificar a hora, você geralmente responde algumas mensagens – e antes que perceba, passaram 45 minutos, e você ainda está no Instagram

Provavelmente um relógio de pulso no braço parece mais casual do que um Smartphone volumoso no bolso da calça apertada…

Estou realmente muito satisfeito que as telas dos Smartphone tenham se tornado cada vez maiores. Então eu posso ler livros e roteiros no meu Smartphone quando estou em movimento.

 

“James Bond trouxe a virada – porque cheguei à seleção final do elenco. Meu nome de repente tinha peso”

 

“James Bond trouxe a virada – porque cheguei à seleção final do elenco. Meu nome de repente tinha peso”

Sua carreira começou 18 anos atrás. Naquela época, você trabalhou em bares e boates na Inglaterra para pagar os vôos para participar dos testes de audição em Los Angeles. Como esses tempos ainda estão presentes na sua cabeça?

Parece que foi há muito tempo atrás. Mas não é como se eu fosse esquecer aqueles anos. Realmente aprecio onde estou hoje e ainda estou trabalhando duro. Só que o trabalho duro mudou um pouco.

Naquela época, você tinha certeza de que conseguiria o sucesso? Ou teve momentos de dúvidas?

Na época, fui motivado por uma mistura de fé em mim mesmo e senso de realidade. Eu me proibi de pensar em fracassar. Ao mesmo tempo eu me questionei se estava realmente feliz atuando. Como um jovem ator, não é realmente fácil: você precisa de um nome conhecido para conseguir os grandes papéis, mas para construir um nome conhecido, você precisa de grandes papéis… Teve muitos momentos em que pensei em pendurar a carreira como ator de filme e ir para o exército. Esse foi o meu plano B.

Por que o Exército? 

Há muitos militares na minha família e no meu círculo de amigos. Eu sempre tive uma relação com isso. Acho que eu gostaria disso.

Então isso não aconteceu. Qual foi o ponto de virada que o convenceu a permanecer na atuação?

Curiosamente foi um trabalho que eu não consegui, James Bond – em Casino Royale. Cheguei até o “Screen Test” na avaliação e fui finalista, consegui chegar até os dois últimos (se os boatos forem verdadeiros). Isso foi relatado na revista “Variety”, e de repente recebi uma atenção muito diferente. Meu nome de repente tinha certo peso e novas possibilidades se abriram. Então eu consegui o papel na série “The Tudors”. Esse foi o começo de uma nova fase da minha carreira.

 

“Nada me deixa mais alegre do que presentear as PESSOAS QUE EU AMO. Acho ótimo que eu posso me dar esse luxo!”

 

Devido ao sucesso, é claro, a sua situação financeira mudou. Você se lembra qual foi a primeira compra grande que se presenteou?

Isso demorou um bom tempo. No começo, investi todo o meu dinheiro para ficar o máximo de tempo possível em Los Angeles. Passou um tempo para me dar algo, por que uma nova carreira traz custos completamente novos.

E qual luxo você se deu?

Eu queria comprar um carro muito bom, pensei num Audi R8. Então me arrastei com meu pai pelas concessionárias de automóveis em minha ilha natal “Jersey”. No entanto, ele deu preferência a um carro muito mais caro, ao Aston Martin DBS. Eu pensei que ele estava brincando. Mas ele disse que eu poderia me dar esse luxo – e ele deveria saber, porque tomava conta das minhas finanças. Então fizemos um test drive e o resto é história!

No que você mais quer gastar seu dinheiro hoje?

Para as pessoas que amo. Eu estou na situação feliz que eu posso dar-lhes presentes agradáveis ou às vezes ajudar. Às vezes, eu convido meus amigos para férias e aproveitamos duas semanas juntos em algum lugar onde é quente.

Que tipo de férias você prefere? De ação e aventura ou prefere deitar na praia e não fazer nada?

Eu gosto de relaxar depois de um trabalho intenso. Mas um pouco de aventura me parece interessante também! Férias perfeitas têm um pouco de ambos.

Qual o lugar mais bonito que você já viajou?

Isso é difícil de responder… Roma é uma cidade bonita. E Pulpit Rock na Noruega, onde filmamos Missão Impossível: efeito Fallout, era de tirar o fôlego. Mas os Himalaias foram certamente os mais impressionantes. Lá estava eu como adolescente. Estamos no Annapurna Sanctuary to Basecamp. Uma das mais belas lembranças da minha juventude.

Por que, como adolescente, você teve a ideia de viajar ao Himalaia?

Essa foi uma viagem que minha escola organizou durante as férias da Páscoa. Meus pais trabalharam muito duro para eu participar. Por isso serei eternamente grato a eles! E para tudo mais, claro. Se eu tiver filhos, vou permitir-lhes uma viagem dessa também.

Parece que o seu amor pela atividade física e malhação é algo que você só desenvolveu depois de adulto. 

Na verdade, era incrivelmente ativo na minha juventude. Não necessariamente um atleta. Mas meu amor pela atividade física ajudou muito na minha carreira. “Imortais” (2011) foi o primeiro filme que precisava estar em uma boa condição física. Naquela época aprendi muito sobre fitness e desenvolvimento muscular e nunca parei de treinar.

Isso é sempre divertido?

Não! Mas é um sentimento realmente satisfatório ter completado um treinamento duro. Especialmente se você realmente não gostaria de sair da cama. E depois de um dia agitado no “set”, o treino também é ótimo!

Você também folga uma vez no treino? Ou você tem uma consciência culpada por isso?


Eu amo meus dias de folga! Eu não tenho nenhuma consciência culpada por isso, somente quando me sinto realmente preguiçoso.

Apenas uma pergunta sobre o país que você adotou, Flórida. A maioria dos atores vive em Los Angeles, Nova York ou Londres. Por que você se estabeleceu em Fort Lauderdale no Estado da Flórida?

Na Flórida, o clima esta sempre bem quente, não importa a estação. Curiosamente, eu passo a maior parte dos meus trabalhos de atuação em climas mais frios, mas visto sempre roupa de verão. Então é ótimo que posso ir para a Flórida entre as filmagens e aquecer meus “ossos”.

Seu cão de raça Akita, com pêlo longo e grosso, não sua loucamente na Flórida?

Há ar condicionado em todos os lugares. Se fica muito quente, Kal simplesmente entra na casa. Acho que ele se sente mais confortável na Flórida do que em Londres. Lá você procura ar condicionados e ventiladores em vão. Lá ele realmente chega a suar bastante.

Agora, momento SPA para seus olhos, com a galeria abaixo: 

 

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