ENTREVISTA TRADUZIDA | Henry Cavill para Yahoo Movies UK

Após falar sobre a versão de Zack Snyder de Liga da Justiça [leia aqui], Henry Cavill papeou muito mais com o Yahoo Movies UK. O britânico falou sobre as cenas de ação em Missão: Impossível – Efeito Fallout, Tom Cruise e sobre como lida com as críticas. Além disso, contou sobre trabalhar com Angela Bassett em uma – quem sabe – comédia romântica e porque não faz muitos filmes do gênero. Os agentes James Bond e Napoleão Solo (com a tão desejada sequência de O Agente da U.N.C.L.E.) também não ficaram de fora da entrevista.

O PortalHenryCavill traduziu tudo para você! Venha!!!


Henry Cavill acha que ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’ pode ajudá-lo a conseguir o papel de James Bond (exclusivo)

Henry Cavill tem algumas franquias no bolso graças aos seus papéis no universo estendido da DC e em Missão: Impossível – Efeito Fallout, mas ele ainda está de olho em mais uma: no universo de 007.

O ator Britânico é fã faz tempo do icônico espião Britânico, e com o passar dos anos seu próprio nome é constantemente sugerido como um possível substituto para Daniel Craig assim que ele sair.

Em uma entrevista exclusiva e o Yahoo Movies UK, Cavill compartilha seu entusiasmo pela oportunidade de interpretar James Bond, também examina as intensas cenas de ação que ele e Tom Cruise fizeram em Efeito Fallout, porque ele adoraria fazer uma comédia romântica e o que ele pensa sobre as críticas após seus últimos dois filmes da DC.

YAHOO MOVIES: Então Henry, o Tom Cruise é um ser humano de verdade? Ele parece super-humano com todas aquelas cenas de ação ultrajantes em Missão: Impossível – Efeito Fallout.

HENRY CAVILL: [Risos] Eu acho a mesma coisa! Ele é notável nesse aspecto e ele dá um bom exemplo e define um alto padrão. Eu gosto de grandes graus de exigência, mas ver ele pilotando um helicóptero… sim, ele está pilotando um helicóptero, mas ele é um ator pilotando um helicóptero. Você ouve sobre ele pilotar aviões e tudo mais, mas você não vê. E ele não simplesmente pilota jatos, ele faz manobras durante os voos de aviões e pilota helicópteros nas montanhas.

A sequência com helicóptero no final do filme mostra o quão bom ele é, mas ao mesmo tempo, você não tem o mesmo conceito do eu tinha, quando estava sentado em um helicóptero, voando por um desfiladeiro mais ou menos do tamanho de um quarto e meio desse hotel que estamos, caminho estreito, rochas de granito a cada lado e nós estamos voando por elas e perseguindo um ao outro. Eu estava ali sentado para o voo pensando, “é, legal, eu posso morrer”, mas ele realmente está voando naquela coisa maldita enquanto interpretava para a câmera ao mesmo tempo.

YM: Ele te inspirou a exigir mais de vocês mesmo durante seu próprio trabalho com as cenas de ação?

HC: Eu não sei se é sobre fazer mais cenas de ação, eu quero fazê-las de qualquer forma, mas me fez perceber que o físico não é suficiente. Você tem que ter esse conjunto de habilidades, vai muito além de ser resistente e querer fazer. Se você não pode pilotar um helicóptero, você não pode pilotar um helicóptero, então eu deixei esse filme com uma lista de licenças que tenho que tirar. Licença para pilotar helicóptero, para pilotar moto eu já tenho, agora preciso aprender sobre as manobras de cena de ação. Preciso aprender como fazer manobras radicais com carros, eu preciso aprender a fazer um monte de coisas.

Uma Thurman falou sobre seu tempo fazendo Kill Bill e como ela terminou com uma lesão depois de fazer uma cena ação que ela não queria fazer. Você já se sentiu pressionado a fazer alguma?

Não, quando é sobre isso, quando é sobre Missão: Impossível, foi mais uma oportunidade. Foi mais uma coisa empolgante quando eu pude me jogar nisso e fazer todas as cenas de ação, me envolver no processo desde o começo, ao invés do pessoal criar a cena com o dublê e eu só ser levado para o meu trailer todas as vezes que as coisas divertidas acontecem. Agora você é parte das coisas divertidas se você quiser ser.

A primeira coisa que eu disse ao Wade Eastwood, o coordenador de dublês, e ao seu time “Pessoal, me treinem. Não importa o que seja, eu quero. Se é muito perigoso, me dê uma chance de aprender as habilidades.” Eu sempre quis fazer [as cenas de ação], não foi porque o Tom pilotou o helicóptero.

Esse é o personagem mais desafiador que você fez, considerando vários filmes que você esteve antes que dependia fortemente de CGI?

Sim, 100%… Até agora.

O seu personagem e de Angela Bassett trabalharam juntos no filme e várias pessoas nas redes sociais estão obcecados com os dois. Estou pensando em uma comédia romântica no futuro.

[Risos] Ela é muito legal.

Me acompanhe aqui, você poderia fazer uma sequência de A Nova Paixão de Stella. Ela ainda seria Stella, obviamente, e você seria um cara mais novo que seria a sua nova paixão… de novo.

[risos]

Não? Sim?

Eu adoraria trabalhar com Angela de novo.

Ok, vou tomar isso como um talvez, mas você não fez muitas comédias românticas. Tem filmes que você quer fazer?

Sim, eu só porque eu não encontrei o roteiro ainda. Estou disponível para o gênero, os roteiros serem bons é algo importante para mim, especialmente em comédias românticas que tem potencial de irem para territórios de comédia romântica, que às vezes podem ser ridicularizadas. Mas uma boa comédia romântica é ótima e eu só não recebi os roteiros na minha mesa ainda.

Eles estão voltando, Netflix está fazendo vários deles.

Netflix está indo bem, não tá? Eles viraram o jogo.

Concordo. Então, seu personagem em Efeito Fallout é a antítese do Superman. Você está tentando evitar ser rotulado como apenas o herói?

Não há movimento deliberado para isso, mas quando surgiu essa oportunidade, simplesmente se encaixou. Eu quero mostrar as pessoas que não são apenas [heróis] que faço, que tem mais e essa foi uma grande oportunidade. E o personagem na verdade era muito menor, no começo, mas ele evoluiu muito durante todo o processo de filmagem e tornou-se muito mais complexo. Eu sou muito grato ao [diretor Christopher] McQuarrie sobre isso, porque foi muito divertido de interpretar.

Curiosamente, foi a nossa entrevista com você e Ben Affleck para Batman vs Superman: A Origem da Justiça que levou ao meme Sad Affleck. Desde então, o que você pensava sobre as reviews mudou?

É complicado, porque as reviews costumam ser muito pessoais. É uma opinião, e com opiniões podem vir sentimentos fortes, então se você está lendo coisas e as pessoas estão se sentindo particularmente firmes sobre algo, especialmente se for uma coisa negativa sobre algo que você fez pessoalmente, pode parecer “Uau, uau, ok, foi um pouco forte! O que eu fiz para você?”

Outras vezes, é apenas uma crítica geral do filme, em vez de uma crítica tão apaixonada de um indivíduo, em vez de seu desempenho, por isso você precisa ser cuidadoso. Eu gosto de ler resenhas porque eu gosto de saber como um filme está indo, como eu fiz, mas às vezes pode haver uma faca estranha escondida no escuro onde você é surpreendido por ela. Se eu leio uma resenha e ela começa a parecer um pouco pessoal, eu me afasto, volto e leio outra vez, quando estiver menos sensível.

Você acha que os filmes têm o poder de fazer uma mudança social e cultural ou influenciar nossas percepções e atitudes?

Eu acho, sim. Com certeza. Somos criaturas emocionais e se há coisas suficientes por aí que fazem nos sentir bem e positivos, então carregamos isso conosco em nossa vida diária. É como se você andasse por aí, sorrindo muito, mesmo que não gostasse de sorrir, eventualmente você acaba sorrindo naturalmente e percebe que as pessoas ao seu redor estão sorrindo e que as pessoas estão mais felizes ao seu redor e isso se espalha.

Eu não estou dizendo que todos os filmes devem ser alegres, que tenha coisas que tem façam se sentir bem como caixas de chocolate. É entretenimento e nossa psicologia às vezes gosta de se aprofundar nessa parte mais sombria, mas, para responder à sua pergunta, eles podem ter um efeito, sim.

Você faz parte desses grandes universos da DC e Missão: Impossível, tem outros que você gostaria de fazer parte, talvez como… Eu não sei… O do James Bond?

[Risos] Ah, James Bond.

Desculpa, eu tive que fazer aparecer casualmente o nome do James Bond.

Sim, uma referência muito casual ao James Bond. Eu adoraria fazer, é claro. Eu acho que Bond seria um papel muito divertido. É britânico, é legal. Eu acho que agora que eu tenho o meu distintivo de de Missão: Impossível, nós podemos fazer cenas de ação de verdade e realmente exaltar isso também.

Não estou dizendo que eles não fazem cenas de ação de verdade, só estou dizendo que seria divertido para mim pegar o que eu aprendi sobre isso e levar para um filme como Bond. Eu adoraria interpretar um britânico. Eu não consigo interpretar um britânico com muita frequência. Então sim, eu adoraria a oportunidade e se eles perguntassem eu diria “sim”.

E sobre a sequência de O Agente da U.N.C.L.E.? Seu filme ganhou muito mais amor agora comparado a quando foi lançado originalmente.

Eu não sei quando ou nem se irá acontecer, eu me diverti muito fazendo aquele filme e seria uma diversão enorme interpretar Napoleão Solo de novo, mas eu não tenho certeza quando seria.

Missão: Impossível – Efeito Fallout estará nos cinemas a partir do dia 26 de Julho.


A press tour de M:I:6 está quase acabando, mas continue com a gente em nossas redes sociais, para saber tudo sobre a turnê e muito mais!

» Twitter: @pthenrycavillbr
» Instagram: @portalhenrycavillbr
» Facebook: portalhenrycavillbr

Posts Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *