Guarda-roupa de Superman – entrevista de Henry Cavill para Shortlist

 
Crazies, segue a tradução da segunda parte da entrevista que Henry Cavill concedeu para a Shortlist. Mais um trabalho das nossas queridas Vilma P.S. Assis e Lúcia Elena Romeiro. 
Ele mantém aqui seu humor leve e inteligente… Divirtam-se (mas não muito)!
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A estrela da capa de Mode Henry Cavill fala com Andrew Dickens sobre blusas de gola rolê, armas e as questões do guarda-roupa quando se é Superman.

Para um homem que está acostumado a se trocar em cabines telefônicas, trocar de roupas nos escritórios de uma empresa de fretamento aéreo deve parecer positivamente luxuoso. Lembre-se, Henry Cavill precisa do espaço.
 
Apenas algumas semanas depois que terminou as filmagens do último filme de Superman, com ombros que você poderia atravessar de carro e bíceps de dar inveja, ele ainda está ostentando um corpo de super-herói que pode nos fazer sentir mortais, simultaneamente gordos e magros.
 

 

Agora ele está envolvido apenas com o tipo jet-set para a capa de Short List Mode. Seu olhar, tipo arrogante, em torno do aeródromo fora Exeter (dando origem a “É pássaro? É um avião? Sim, ele é um avião” Rsrsrs). Ele tem uma pitada do estilo anos 60, que é um aceno para o seu próximo filme que irá para as salas de cinema: O remake do clássico da TV, um filme de Guy Ritchie, The Man From UNCLE. Cavill, verifica-se, ele adora roupas, adora vestir-se, mas graças aos seus músculos, sua paixão tem problemas.
 
“É preço de sangue”, diz ele, agora vestido com uma camisa xadrez e uma calça jeans, e digerindo um butty de salsicha. “Eu estou comprando roupas novas a cada ano. Eu estou maior do que eu era no primeiro filme Superman (Man Of Steel), então aquelas roupas não dão mais em mim. E quando eu estava fazendo The Man From UNCLE, eu estava menor, por isso há uma mudança constante em tamanho e forma do corpo. É divertido, mas você tem que ter um grande closet, assim você pode deixar coisas lá e dizer, ‘Oh, quando eu voltar a esse tamanho eu posso usar novamente essa camisa’.
 
“Mas eu nunca jogo coisas fora, porque eu mudo de tamanho. Algumas coisas que eu amei, eu usei tanto que eu tive que me livrar delas. Pode ser até que um amigo diga: ‘Por que você se veste como uma pessoa sem-teto? Olhe para a a merda do seu guarda-roupas, companheiro. “E então você percebe que a camiseta que você adora tem quatro buracos. E esse par de jeans já não tem um rasgo na moda, mas sim apenas o joelho pendurado para fora.”
 
O personagem de Cavill em The Man From UNCLE é Napoleon Solo. Aquele que foi vivido por Robert Vaughn, que alguns de nós passou infância aos sábados vendo reprises na TV, com aqueles homens de gola rolê.
 
Solo, um ladrão que virou agente secreto na época da Guerra Fria era um playboy elegante – que Cavill descreve como “um idiota com um coração” – trabalhando ao lado do agente soviético Illya Kuryakin (vivido por Armie Hammer no filme, e por David McCallum no seriado da TV). Foi o olhar de Solo que inspirou a filmagem.
 
Napoleon Solo, ou o “idiota com um coração”, como diz Henry.
Cavill gostou disso. “Eu realmente gostei de fazê-lo”, diz ele. “Eu estava olhando algumas fotos de mim mesmo no filma The Man From UNCLE, e eu pensei, ‘Essas são realmente boas’. “Gosto de usar ternos clássicos. E a grande coisa sobre os anos sessenta é que eles tinham de talento. Você pode ter muito talento, ou apenas um pouco, e eu gosto um pouco disso. Eu sou um cara mais do tipo clássico; Eu não estou sendo muito franco, na verdade é bom vestir algo que você pareça tão bem.”
 
E o que você acha das camisas de gola rolê? “Golas rolê são ótimas! Sei lá, tem pessoas que acham que se você usa uma gola rolê você é um idiota. Mas não acho isso justo, porque golas rolê parecem realmente boas. É apenas uma questão das pessoas abrirem suas mentes para elas. Nós podemos usar todo tipo de coisa nos dias de hoje, então por que não uma camisa com gola rolê?”
Henry, sua gola rolê e Armie Hammer em cena de UNCLE.
Por que não, na verdade? E não foram apenas as golas rolê que Cavill apreciou sobre o filme; ele afirma que Ritchie é “a melhor pessoa com quem eu já trabalhei. Ele faz grandes filmes, mas não sacrifica qualquer diversão ou prazer em fazê-lo, eu poderia fazer todos os filmes no futuro com ele, eu ficaria feliz em fazê-lo.”
 
Isso, é claro, não vai ser o caso… Por exemplo, Ritchie não está dirigindo Stratton – o filme no qual Cavill está envolvido atualmente. Baseado nos romances John Stratton um ex-SBS (Special Boat Service, força especial da Marinha Britânica), escritos por Duncan Falconer. Este projeto é uma paixão de Cavill, cujo irmão Nik é dos Royal Marines, e ele está coproduzindo o filme com outro irmão, Charlie.

Henry e seu irmão Nik, um Marine condecorado pela Rainha.
“Eu sempre fui um grande defensor dos Royal Marines, e, portanto, a SBS é em grande parte – não inteiramente – tirada dos Marines”, diz ele. “É a minha chance de ser o Marine que eu nunca cheguei a ser, e chamar um pouco de atenção para eles. Espero levantar algum dinheiro para esta causa. Eu sou um embaixador para o fundo fiduciário Royal Marines. E eu gosto de armas e outras coisas. Eu gosto do que faço. É divertido.”
 
Ritchie também não colocou as mãos sobre o maior filme da carreira de Cavill, até à data,  Batman v Superman: O Alvorecer da Justiça [no Brasil, o nome é Batman v Superman – A Origem da Justiça]. Que só vai para as telas em 2016, com um confronto de capas – a causa de enormes exigências de guarda-roupa de Cavill – vê o seu Homem de Aço contracenar com o Cavaleiro das Trevas na pele de Ben Affleck.

Há uma grande disputa da DC com a Marvel pela supremacia dos filmes do universo comic, este é um assunto polêmico. O que você pode nos dizer sobre isso? “Eu não posso te dizer nada.” Nem mesmo a partir de uma perspectiva de moda? Certamente havia alguma rixa por causa dos trajes. Com todo aquele preto Batman pode parecer mais chique. E cuecas externas nunca o pegaram [o texto se refere ao fato de Superman não usar mais as cuecas vermelhas por cima da roupa]. “Eu sou incrivelmente leal ao meu personagem”, diz Cavill, com convicção genuína. “Eu o amo. Eu sou seu protetor. Superman é o cara. Ele é uma saliência absoluta. Eu nunca diria, “eu prefiro ser aquele super-herói.” Eu sou o Super-Homem.”

 
The Man From UNCLE estará nos cinemas à partir de agosto [no Brasil, estreia em setembro].

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