The Witcher | The Witcher, a história da visita exclusiva ao set da série Netflix

Lauren Schmidt Hissrich conversou com o site italiano Corriere Della Sera e o Portal fez a tradução. Segue a matéria e boa leitura!

“Baseado nos romances de Andrzej Sapkowski, a adaptação da saga que conta as aventuras de Geralt de Rivia estará disponível na plataforma de streaming até o final do ano.

Uma experiência “material”

“Eu disse a Sapkowski que os livros dele sempre estarão alí, e os videogames sempre estarão alí para quem quiser aprecia-los; esta é uma terceira adaptação da história”, diz a showrunner do The Witcher. “O que me fascina é pegar os personagens que amei e as histórias que amei e gerar um novo ‘tecido conjuntivo’, assim o chamamos de escritores”. Lauren Schmidt Hissrich – que trabalha no projeto desde 2017 e para a Netflix já esteve nas fileiras da Academia Umbrella e The Defenders – parece dominar o tema de romances e contos e está entusiasmada por ter construído uma espécie de recipiente destinado para oito episódios, para contar o início de um evento que espera continuar por muitos anos. A partir da conversa animada com ela, aprendemos alguns aspectos fundamentais. Primeiro de tudo: The Witcher conterá uma excelente dose de violência. Nas próprias palavras de Hissrich, é “muito brutal, mas nunca gratuito; não temos vergonha dos temas adultos presentes no material original. Os romances contemplam sexismo, racismo e guerra com muita política. Digamos que crianças de cinco anos não deveriam assistir.” Em segundo lugar, grande atenção será dedicada aos contos: “Um dos aspectos extraordinários dos contos é que eles aprofundam os personagens, mas a origem deles está no passado e muitas vezes não é narrada diretamente; parecia uma ótima oportunidade para a narrativa. Nesse sentido, eu diria que até mesmo a série acrescentará algo à leitura, oferecendo histórias de origem de um ponto de vista inesperado”. No entanto, não haverá linearidade ou seqüencialidade da adaptação, tanto que Hissrich especifica que será um “misturar e combinar”. Um terceiro aspecto relevante é o tipo de narração a respeito de alguns conceitos que poderiam ser obscuros para um público mais amplo: “Não se diz que as pessoas estão familiarizadas com a figura do Witcher; falaremos para muitas pessoas que não têm ideia do que quer dizer uma única palavra, dividido como é entre o caçador e o mágico. Mas o ponto era exatamente esse, encontrar histórias que demonstrassem do que se trata. Não queremos falar, queremos mostrar. E o destino sempre tem um papel importante na história”. Não há, no entanto, suspeita de excesso de CGI; o “veja & sente” do show, como quem participou da visita ao set, pôde constatar, é bastante material (“afinal, já existem videogames espetaculares”, comenta Hissrich). O designer de produção Andrew Laws reforça: “Eu realmente quero salientar que ninguém está em uma sala verde a falar para uma bola. Queríamos uma história visceral com muito 4D, éramos tão físicos quanto podíamos ser; o público é muito esperto quando se fala de CGI, que pode se desconectar particularmente da magia. A experiência deve ser contínua no que diz respeito aos efeitos especiais e estamos interessados em evitar a possível descontinuidade entre realidade e imaginação”. E os monstros? “Nós nos esforçamos arduamente por devolver uma materialidade às criaturas, porque elas são uma parte vibrante da história”.”